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A História do Pastel de Nata

O Pastel de Nata é, seguramente, o mais famoso da Doçaria Portuguesa. Desejado tanto pelos portugueses como por estrangeiros, faz sucesso por onde passa. É conhecido por várias designações: no Brasil, Pastel de Belém; no Reino Unido, Portuguese Custard Tart; nos EUA por Egg Tarts. Em boa verdade, a nossa Nata, ultrapassou fronteiras e está hoje espalhada pelo mundo fora.
Se hoje não duvidamos da sua fama e respeito, mais difícil é perceber como chegou até nós. A sua história não está ainda clara, embora se possam encontrar alguns registos que podem ajudar a esclarecê-la.
Várias referências de pasteis, com receitas semelhantes ao Pastel de Nata, foram encontradas, mas a que, provavelmente, deu origem às tão afamadas Natas, terá sido uma receita de Pasteis de Leite, da Infanta Dª Maria, datada do século XVI em que o recheio era em tudo idêntico ao actual, sendo que a massa que o envolvia era uma massa meia areada. Já no século XVII aparece uma receita do cozinheiro do Rei Filipe II de Espanha, I de Portugal, com o mesmo recheio e massa folhada. Com mais o menos variações, contendo natas e até mesmo mel, os Pasteis de Leite, continuaram a evoluir.
Saltando para o século XIX: entre a história e a lenda, em 1837 surgem os tão famosos Pasteis de Belém®. Terão tido origem numa receita dos frades dos Mosteiro dos Jerónimos, que após o encerramento dos conventos e mosteiros, no pós-Revolução Liberal, acabou nas mãos de um comerciante que os começou a vender, na zona de Belém. Na mesma altura, a Abadessa do Convento de Odivelas, Dª Bernardina da Conceição (falecida em 1866) tinha no seu caderno, o que é hoje considerada, a primeira receita dos famosos Pasteis de Nata.
Sem certezas da sua origem, com ou sem canela e açúcar em pó, certo é que continua a ser uma iguaria apreciada em Portugal e no Mundo.
Na Cruidoce trabalhamos para manter este legado histórico e continuar a levar o Pastel de Nata por esse mundo fora.
Bom apetite!